O mercado de suplementos segue aquecido, especialmente nos Estados Unidos, onde os produtos à base de óleo de peixe movimentam mais de US$ 1 bilhão por ano. Parte desse sucesso vem da percepção de que o ômega-3 poderia trazer benefícios importantes ao cérebro, incluindo proteção contra a demência.
Mas um novo estudo publicado na revista eBioMedicine, que integra o portfólio da The Lancet, adiciona cautela a essa narrativa. Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia analisaram a relação entre o uso desses suplementos e a saúde cognitiva, sem encontrar confirmação simples para a promessa que costuma acompanhar o produto.
Na prática, isso reforça uma mensagem conhecida, mas muitas vezes ignorada: suplemento não é atalho universal para prevenção. O efeito de um nutriente depende de contexto, dieta, idade, condições clínicas e, sobretudo, da orientação profissional antes de iniciar qualquer uso contínuo.
No caso da proteína, como o whey, a escolha também não deve se basear apenas na popularidade. Diferenças de composição, concentração de proteína, presença de lactose e objetivo individual contam mais do que o marketing da embalagem. Para quem busca saúde de forma responsável, a regra continua a mesma: avaliar necessidade real, comparar rótulos e desconfiar de promessas excessivas.
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