Uma etapa superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, deve se chocar com a Lua na madrugada de quarta-feira, 5 de agosto, em um encontro inevitável que chama atenção pela raridade. O episódio não faz parte de nenhuma missão lunar: trata-se de um corpo do foguete que ficou à deriva após cumprir sua função em uma decolagem anterior.
O que leva um objeto desses a seguir nessa rota é a combinação entre velocidade, gravidade e o modo como a missão foi encerrada. Depois de separar a carga útil, a etapa superior não retorna à Terra como a primeira parte do foguete e pode acabar entrando em uma órbita instável, vagando pelo espaço até cruzar a vizinhança de outro astro.
Segundo a apuração original, foi exatamente esse tipo de trajetória que colocou o Falcon 9 em direção ao satélite natural da Terra. Em vez de ser controlado até uma reentrada atmosférica, o estágio acabou seguindo por um caminho que o levou a uma colisão com a superfície lunar, um desfecho incomum para um componente espacial.
Para quem acompanha o céu e suas surpresas, o caso reforça como o espaço próximo à Terra está cada vez mais movimentado. Entre satélites, etapas de foguetes e missões científicas, até o lixo espacial pode virar protagonista de um evento astronômico improvável, desta vez com a Lua no centro da cena.
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