A disputa pelo governo de Pernambuco deixou de ser apenas eleitoral e passou a ser também uma batalha por narrativa nas redes sociais. De um lado, a governadora Raquel Lyra. Do outro, o ex-prefeito do Recife João Campos. Entre os dois, acusações de ataques coordenados, perfis automatizados e uso político de conteúdos enganosos.
O clima de confronto cresceu à medida que a campanha passou a ser dominada por trocas de acusações sobre supostas estruturas digitais montadas para desgastar adversários. O termo “milícia digital” entrou no vocabulário da disputa, enquanto os dois lados tentam convencer o eleitor de que são alvo de uma máquina de desinformação.
Ao mesmo tempo, o cenário eleitoral mudou de forma significativa. Raquel Lyra conseguiu ampliar sua aprovação ao longo do mandato e passou a aparecer em posição mais competitiva do que no início da corrida, revertendo a vantagem que João Campos mantinha nas sondagens de intenção de voto. O resultado foi uma eleição menos previsível e muito mais embolada.
O quadro em Pernambuco reflete uma tendência cada vez mais comum no país: campanhas em que a internet não serve apenas para divulgar propostas, mas para disputar reputação, mobilizar bases e tentar desgastar o adversário antes mesmo do debate programático. No caso pernambucano, essa guerra digital já se tornou peça central da disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
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