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Gillian Anderson e Hannah Einbinder comentam morte e erotismo em “Acampamento Miasma”

Redação Recifes
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Gillian Anderson e Hannah Einbinder comentam morte e erotismo em “Acampamento Miasma”

Gillian Anderson e Hannah Einbinder comentam morte e erotismo em “Acampamento Miasma”. Por Paula Jacob Longe dos filmes de terror clássicos dos anos 1980, “Acampamento Miasma – Adolescência, Sexo e Morte” propõe uma revisitação dos elementos que os compuseram: a final girl, as cenas íntimas e a metalinguagem do espectador voyeur com a violência.

O que aconteceu

Cena de “Acampamento Miasma – Adolescência, Sexo e Morte” – Foto: Divulgação HB – A relação entre a Chris e a Billy me intrigou bastante, porque o que começa como algo parassocial e unilateral se transforma ao longo do filme.

Onde vocês acham que isso se quebra?

HE – Talvez quando a Chris se sente confortável para fazer à Billy as perguntas que estão realmente na cabeça dela, e a Billy responde com honestidade.

Por que importa

A pauta interessa a quem acompanha Viagem porque altera expectativas e decisões práticas.

Consequência prática

Isso é resultado delas quebrando as barreiras de uma espécie de relação de trabalho e o que isso significa para cada uma.

Algo que se desenvolve de forma gradual.

Acho que até antes, quando a Billy tira as luvas da Chris e a convida para ficar, me parece uma transição.

Na manhã seguinte, algo também muda na risada delas, o uso do jumpscare de forma cômica.

São pequenas coisas que as fazem dar passos em direção a um nível diferente de conforto e intimidade.

Às vezes parece lento e estranho, mas, eventualmente, tudo começa a fazer sentido.

E, claro, quando elas fumam maconha ajuda a caminhar nessa direção (risos).

HB – O terror tradicionalmente associa sexo e morte, mas neste filme, o desejo feminino parece escapar dessa estrutura moral, ele não é apresentado como algo a ser punido.

Como foi explorar esse espaço ao construir as personagens?

HE – Foi libertador.

Eu sentia que estava tendo uma experiência paralela à da personagem, principalmente por conta das conversas que tive com Jane.

Conversas profundas, íntimas, vulneráveis sobre as formas como nos relacionamos com o material, especialmente os elementos dissociativos dele.

Foi muito significativo explorar isso.

GA – Isso é interessante sobre o desejo não ser punido.

Não tinha pensado por esse lado.

O filme como um todo trouxe muitas lembranças para mim, e o quanto eu me identifico como uma adolescente que era estranha e cheia de vergonha, e que teve experiências que eu não gostaria necessariamente de ter tido na época.

Então foi um aprendizado inesperado, e eu sou grata por isso, e também por Jane, pelo nível de honestidade delu sobre as próprias experiências de vida, o que convida todo mundo, inclusive nós, a interrogar a nossa própria experiência.

O caso ilustra como Viagem reage rápido a fatos concretos, não só a expectativas.

Para quem acompanha Viagem de perto, o desdobramento tende a pautar as próximas decisões do setor.

O episódio reforça a importância de medir Viagem pelo resultado, não só pelo anúncio.

Analistas de Viagem costumam monitorar casos assim para calibrar expectativas de curto prazo.

O desfecho ainda depende de fatores externos, mas já muda o tom da conversa sobre Viagem.

Artigo originalmente publicado em harpersbazaar.uol.com.br
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